Duas máscaras. Uma representando a Tragédia, outra
representando a Comédia, unidas por um x que representa os diversos caminhos
que a Cia. de Eventos Lionarte já percorreu, e que há de percorrer durante sua
existência. Letras sobrepostas sobre as máscaras, onde lê-se LIONARTE, que quer
dizer ‘Limoeiro na Arte’, uma palavra, diversos significados, varias histórias.
Cores contrastantes, Marrom, Amarelo e Preto que unidas a tudo isso originam a
logomarca de uma das mais antigas companhias de teatro do interior
pernambucano, a Cia. de Eventos Lionarte. Uma companhia com pés fincados no
teatro, mas com olhos para todas as formas de manifestações artísticas presente
ao seu redor.
Lionarte, originária de Limoeiro-PE, completa 24
anos de existência em 2012 ou, como os próprios integrantes preferem “de
desafios em cena”. Desafios, porque desde a sua formação, a cada novo trabalho
o grupo procura sempre encontrar o novo, com propostas para uma renovação
constante na criação, linguagem, estilo, técnica etc.
Definir a Cia. Lionarte por meio de estilo ou gênero
específico é praticamente impossível. Em sua
trajetória, os espetáculos se diversificam muito. O nosso teatro é popular e
diversificado. A cada espetáculo, um novo mundo, uma saborosa mistura de linguagens
e autores em grandes e clássicas obras.
Um exemplo
foi a combinação entre a conhecida obra do espanhol Miguel de Cervantes, com o histórico Dom Quixote de La Mancha e
seu fiel escudeiro Sancho, ressurgindo no sertão Nordestino, vivendo intensas
aventuras, num espetáculo que, além da
conquista de um novo universo, promoveu um novo olhar no fazer teatral Limoeirense.
O objetivo da companhia é retratar a cultura brasileira,
com um teatro inovador, reflexivo, popular e de formação de plateia, ao tempo
que possibilita também a apresentação de novos autores. Rita de Cássia, uma das
fundadoras da Lionarte, afirma. “Através do nosso teatro, a gente quer se mostrar,
e mostrar para as pessoas que nós temos nossa parcela de contribuição no
cenário cultural Limoeirense, Pernambucano e Brasileiro. E de modo geral dentro
da história mundial, através de nossas montagens”.
Um dos principais espetáculos, presentes no nosso repertório e que retrata a cultura pernambucana, chama-se ‘Pernambucar’, obra esta que mistura a linguagem teatral e da dança, passeia, nos diversos ritmos presentes na cultura do nosso estado, com elementos e personalidades de tradições da cultura popular. Num espetáculo que projeta a Lionarte para Pernambuco, recebendo o reconhecimento de público e crítica.
A companhia retrata ainda o dia-dia da sociedade por meio de personagens marcantes e cômicos, como no caso do Espetáculo “O Rico Avarento”, montado em 1988 e remontado 1992, devido o seu grande sucesso. “Produzir espetáculos que unam a responsabilidade social, inovação, uma boa dose de humor e a reação positiva do público, pra nós é bastante gratificante”, diz Cláudia Correia, que também é integrante do Grupo, e ainda completa. “... Este é um desafio que nos recompensa muito, porque podemos entrar em cena com uma sensação de mal estar, mas no final das contas a reação do público nos reanima, nos revigora para novos desafios.”, acrescenta ele.
Um dos principais espetáculos, presentes no nosso repertório e que retrata a cultura pernambucana, chama-se ‘Pernambucar’, obra esta que mistura a linguagem teatral e da dança, passeia, nos diversos ritmos presentes na cultura do nosso estado, com elementos e personalidades de tradições da cultura popular. Num espetáculo que projeta a Lionarte para Pernambuco, recebendo o reconhecimento de público e crítica.
A companhia retrata ainda o dia-dia da sociedade por meio de personagens marcantes e cômicos, como no caso do Espetáculo “O Rico Avarento”, montado em 1988 e remontado 1992, devido o seu grande sucesso. “Produzir espetáculos que unam a responsabilidade social, inovação, uma boa dose de humor e a reação positiva do público, pra nós é bastante gratificante”, diz Cláudia Correia, que também é integrante do Grupo, e ainda completa. “... Este é um desafio que nos recompensa muito, porque podemos entrar em cena com uma sensação de mal estar, mas no final das contas a reação do público nos reanima, nos revigora para novos desafios.”, acrescenta ele.
Com
isso, além das reações da plateia durante as apresentações, a Lionarte, que
surgiu a partir de uma Oficina, promove a renovação dos seus profissionais,
através da realização da grandiosa serie de Oficinas nomeadas de ‘Vamos Brincar
de fazer Teatro’, uma experiência de formação, única no Agreste Setentrional
Pernambucano, reunindo profissionais de alta experiência e excelência.
Teatro é uma coisa essencialmente prática, onde você
experimenta mesmo, não adianta pensar numa ideia e simplesmente concebê-la,
nela você deixa de ser você e passa a ser outro alguém, pensando, experimentando
e fazendo, num processo de autoexperimento. Define Paulo Neto, que atua,
escreve e dirige, dentro do grupo.
"Ao completar mais um ano de vida, mais um ano de
atividade, a Lionarte, busca em seus projetos, o novo, busca um dialogo ainda
maior com o público, respeitando sempre esta relação muito fiel e íntima com a
sua plateia”. Afirma um dos fundadores da companhia, Radaméis Moura. “Quando
decidimos realizar anualmente o antigo Festival de Teatro Estudantil de
Limoeiro, o FESTEL, hoje, Festival de Teatro de Limoeiro, abrimos por fim as
portas de nossa casa, as portas de Limoeiro, para recebermos produções
artísticas não só de Teatro, mas de Dança, Circo e de todas as diversas
manifestações culturais, e durante alguns dias apresentá-las ao público,
incentivado o surgimento do personagem principal desta história. A ator e o
público. Ao mesmo tempo em que estávamos nos deliciando com “aquilo”, que
gostamos de fazer, onde gostamos de viver, o teatro.”, completa.
Em meio a tantas idas e vinda, entre tantas invenções
e reinvenções, a Lionarte, mostra com a encenação da Caminhada Natalina, que
toda a história, apesar de possuir o mesmo enredo, pode sim, passear no vasto
universo cênico que o teatro possibilita. Fazendo assim que todos passem a
pensar no futuro, pensar aonde a gente pode ir, que tipo de contribuição
podemos dar, que tipo de reflexão é importante termos.
Assim narrar a história da Lionarte vai se costurando
por entre a vida dos integrantes. E todos se perguntam, qual é o lugar do
teatro neste mundo? São mais de duas décadas em cena, mais de duas décadas de
pulsantes emoções. Com uma sensação de que valeu a experiência, de que tudo
valeu e vale a pena, num sentimento comum a todos os atores.
Mas a maior preocupação da companhia não é com o
passado, mas com o futuro, com tudo aquilo que ainda virá. Foram anos de luta,
persistência e desafios. Sabemos que tudo que já fizemos foi importante, mas
que tudo que ainda há de ser feito, é mais importante ainda, por isso devemos
permanecer com a mesma humildade de sempre. Iremos sim, continuar com nosso
“estilo Lionarteano de ser”, apresentando um teatro sólido, de qualidade e de
respeito, Na busca dedicada de novos projetos e de novos melhoramentos,
preservando dentro de cada um dos integrantes, o afeto e o coletivo. Reafirma
que a família chamada Lionarte ainda tem muita gente para emocionar. “A
Lionarte para mim é uma maneira de me sentir viva, afinal de contas são vinte quatro
anos em cena, explodindo emoções em nosso público fiel.” Encerra a presidente
da companhia, Rosângela Maria.
Por Luiz Neto
www.lionarte.blogspot.com
