A arte da encenação invadiu os palcos de Natal e Mossoró entre os dias 28 e 02 de Agosto num evento de grande importância para a cul­tu­ra po­ti­guar. As duas principais cidades do Rio Grande do Norte receberam simultaneamente 14 espetáculos entre os quais 11 são adultos e três são infantis, vindos de várias partes do país para a I Bienal Nacional do Teatro Potiguar.
Durante uma semana os artistas mostraram suas peças na rua ou em ambientes fechados. Em Mossoró, os admiradores do teatro poderam assistir aos espetáculos na Praça Portal do Saber, já em Natal foram encenadas no Teatro Alberto Maranhão. Tudo com uma programação gratuita, graças ao apoio da Fundação José Augusto e a parceria de empresas privadas no ramo de telecomunicações.

A Bienal Nacional do Teatro Potiguar, tem a organização de Judilson Dias e tem como objetivo
estimular, dialogar e fortalecer as produções teatrais e as políticas para o teatro, além de promover o contato entre artistas e descobrir talentos, além do mais procura deixar sua contribuição para o Estado através da discussão de políticas públicas para a Cultura, a partir das 9h no Teatro Alberto Maranhão. Os debates serão ilustrados com painéis e oito oficinas culturais: Cenografia, Figurino, Sonoplastia, Luz, Maquiagem e Dramaturgia. Haverá Oficinas de: E o palhaço quem é? (com Beto Vieira) ; Preparação Corporal para Atores ( com Rodrigo Silbat) ; Interpretação para atores ( com Henrique Fontes) ;
Entre as companhias participantes estão: Alegria Alegria, Coletivo de Atores à Deriva e Trotamundos (Natal); O Pessoal do Tarará, Bagana de Teatro e Grupo Arruaça de Teatro (Mossoró); Agitada Gang, Oxente de Atividades Culturais e Trupe Arlequim (João Pessoa); Cabriola Cia de Teatro (Salvador); Desclassificáveis (Macapá) e Poste Soluções Luminosas (Recife), Cia. de Eventos Lionarte (Limoeiro/PE).
A Lionarte participou da mostra paralela da Bienal com o espetáculo Quixotinadas – Cruzaventuras Sertanholas, com texto de Silvio Roberto de Oliveira e Direção de Zácaras Garcia o Texto ressuscita a centenária figura do Dom Quixote e de seu fiel escudeiro no sertão nordestino, fazendo com que ele se depare com figuras inusitadas. Na ocasião a Companhia comemorava os 2 anos de circulação do espetáculo comemorados naquela data, além de claro ser a primeira apresentação de Rua do mesmo, para a produção e o elenco foi muito importante a participação na Bienal, pois além de conquistar novos horizontes, pode- se com isso ganhar mais uma forma de encenação pro espetáculo.
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